Resolução Nº 69
– incluir Tiaris obscura (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) na lista principal de aves brasileiras, inserindo-a imediatamente após Catamenia homochroa Sclater, 1858.Justificativa
– Dois antigos espécimes coletados no inverno de 1885 na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, inicialmente identificados como fêmeas de Tiaris fuliginosa, representam, segundo conclusões de Bates (1997), os únicos registros documentados de Tiaris obscura disponíveis para o Brasil.Informações de referência:
Ano de divulgação
– 1997.Fonte básica
– Bates (1997).Localidade original
– Chapada [dos Guimarães], MT.Autor do registro
– Herbert Huntington Smith (1851–1919).Data do registro em campo
– 29 de julho e 30 de agosto de 1885.Documentação original
– Material taxidermizado.Depósito da documentação
– AMNH 32.582, AMNH 32.583.Súmula
– Bates (1997) apresentou uma revisão da taxonomia e distribuição geográfica sul-americana de três espécies de Tiaris. Esse autor reavaliou a determinação específica e subespecífica de material desses táxons depositado nas coleções seriadas de sete museus norte-americanos. Um dos resultados diretos desse exame foi a descoberta de que duas de três peles desse grupo coletadas nos anos 1880 por H. H. Smith em Chapada eram atribuíveis a T. obscura. Todas haviam sido originalmente identificadas (Allen 1891) como Phonipara fuliginosa (= T. fuliginosa). As duas peles sexadas como fêmeas divergem de todas as demais fêmeas de T. fuliginosa examinadas por Bates (1997:99) por serem muito mais pálidas, além de concordarem em coloração e tamanho com as fêmeas de T. obscura provenientes do Paraguai e Argentina. Diferentemente do macho adulto autêntico de T. fuliginosa (coletado em 14 de novembro de 1882), ambas as fêmeas foram coletadas no inverno. Os dados disponíveis são consistentes no sentido de se considerar T. obscura como visitante regular das planícies da Bolívia, Paraguai e norte da Argentina durante o inverno austral (Bates 1997:99).Citações por compilação
– Os referidos espécimes coletados em "Chapada" foram mencionados repetidas vezes na literatura, obviamente sob T. fuliginosa.Registros posteriores
– Desconhecidos.