Resolução Nº 68
– Incluir Sporophila murallae Chapman, 1915, na lista principal de aves brasileiras, inserindo-a imediatamente após Sporophila americana (Gmelin, 1789).Justificativa
– Stiles (1996), baseando-se nos resultados de uma ampla análise quantitativa dos padrões da plumagem e distribuição geográfica do complexo "Variable Seedeater", propôs que Sporophila murallae seja considerada aloespécie da superespécie S. americana, que inclui ainda S. intermedia e S. corvina. Segundo Ridgely & Tudor (1989:409) e Stiles (1996:Fig. 10), as aves do extremo oeste da Amazônia brasileira pertencem ao táxon S. murallae.Precedentes
– Sporophila aurita murallae, descrita em 1915 com base em exemplares coligidos no Departamento de Caquetá, sudeste da Colômbia, permaneceu conhecida apenas da localidade-tipo por mais de 50 anos (Olivares 1966, Paynter 1970:137, Hilty & Brown 1986:660). Esse táxon foi associado a S. americana somente quando Meyer de Schauensee (1952a) decidiu incorporar S. aurita (Bonaparte, 1850) em S. americana, tratamento que prevaleceu na literatura – com ressalvas recorrentes – até o desmembramento implementado pela A.O.U. (1983) e a recente proposta de Stiles (1996). O primeiro espécime brasileiro de S. murallae deve ser o macho coletado em João Pessoa, rio Juruá, Amazonas, listado em Pinto (1944:617) sob a denominação de S. americana americana; no entanto, foi apenas em Ridgely & Tudor (1989:409) que houve uma vinculação objetiva de S. americana murallae ao oeste da Amazônia brasileira.